Efeitos dos aparelhos removíveis na fonoarticulação

Li a pouco em um estudo que investigou o efeito dos aparelhos removíveis na fonoarticulação, onde foram avaliados 60 pacientes entre 8 e 11 anos em consultórios particulares do Rio de Janeiro.

A avaliação fonoaudióloga
– teste de repetição de uma lista de palavras.

Como foi aplicado
– no indivíduo antes e logo após a colocação de aparelho removível

Fonemas que sofreram maior alteração
– sibilantes/alveolares (/s/, /z/), com alteração em 45 (75%) dos pacientes avaliados
– palatais (/ch/, /j/), com alteração em 41 (68,3%) dos indivíduos avaliados
– línguo-alveolares (/t/, /d/, /n/), com 36 (63%) dos indivíduos avaliados
– uvular (/r/) sem modificação

Como este estudo avaliou apenas aparelhos móveis em crianças com maloclusão, a autora também observou que alguns pacientes, antes da colocação do aparelho removível, apresentavam distorções durante a produção das palavras do teste.

Então, vamos ficar de olho naquele excesso de acrílico no aparelho removível da criançada. E isso vale também para o de contensão. Mas é bom deixar claro pro paciente que se leva alguns dias para que a fonoarticulação se adapte.

O artigo citado acima é de autoria de:
Ana Lúcia dos Santos Loureiro
Fonoaudióloga da Clínica de Otorrinolaringologia do HCE; Mestre em Distúrbios da Comunicação
Humana – Campo Fonoaudiológico pela Universidade Federal de São Paulo; Doutora em
Fonoaudiologia pela Universidad Del Museo Social Argentino-Argentina.

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