Todos os profissionais da saúde sabem que os exames complementares auxiliam não só no diagnóstico, mas também no prognóstico e proservação do paciente. A biópsia oral é um exame complementar onde ocorre o processo de remoção de um pequeno pedaço de tecido onde um patologista irá determinar, sob análise macro e microscópica, se o mesmo foge aos padrões de normalidade.
Muitas vezes nos deixamos levar apenas pela nossa experiência e estabelecemos um diagnóstico definitivo somente pelo aspecto clínico de algumas lesões. Alguns dentistas sentem-se inseguros na realização deste procedimento. A biópsia fortalece o diagnóstico definitivo pela sua análise histológica das lesões tirando qualquer dúvida.
Quando fazer e não fazer a biópsia na odontologia?
Qualquer lesão persistente, presente por mais de dez dias, cuja história clínica e aspecto não permitam o diagnóstico, deve ser imediatamente biopsiada. A biópsia é indicada para: lesões leucoplásicas, eritroplásicas, de aspecto tumoral, com etiologia obscura ou duvidosa, para comprovação da positividade e tipo de neoplasia maligna e avaliação de resultados de determinadas condutas terapêuticas, além de úlceras que não cicatrizam e nódulos de crescimento rápido¹.
Algumas lesões não necessitam de biópsia como estruturas normais ou alterações leves de desenvolvimento, lesões traumáticas (que regridem após remoção do fator etiológico) ou lesões inflamatórias que podem responder a tratamentos locais ou medicações sistêmicas específicas.
Conclusões:
Em várias cidades do Brasil não existe a presença de um patologista bucal ou até um patologista médico para o encaminhamento das peças cirurgicas. Isso não justifica a omissão do cirurgião dentista em orientar o paciente a procurar um centro que disponha de tais profissionais ou de enviar estes exames para laboratórios especializados. A filosofia de que qualquer material advindo de um procedimento cirurgico deve ser encaminhado para exame anatomo-patológico deve ser seguida.
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Importante isso e muito esclarecedor para o público em geral. Parabéns pela iniciativa.
Todo o material removido de um paciente deve ser encaminhado para avaliação histopatológica. É um absurdo falar em lesão que não necessita de avaliação histopatológica. Quem fala uma coisa desas não tem a menor noção do que está dizendo e não entende nada de lesões de boca.