Fluoretação das águas: Muita gente é contra

A partir da metade dos anos 70, vários países desenvolvidos iniciaram a fluoretação nas redes de abastecimento públicas de água para reduzir os índices crescentes de cárie. Existem muitos trabalhos científicos (entre na scielo e digite na busca: flúor, água, cárie) que comprovam a efetividade desse método na prevenção da cárie. Inclusive em nosso país, com o auxílio deste método, o índice CPO-D atingiu recentemente níveis de países de primeiro mundo.

O que pouca gente sabe é que em diversos lugares do mundo existem pessoas e organizações que são extremamente contrárias a utilização do flúor. Uma dessas organizações, a FAN (Fluoride Action Network), foi criada para alertar a população da toxicidade causada pelo flúor (não só na água de abastecimento) e seus impactos negativos à saúde. Estes efeitos negativos seriam danos no desenvolvimento cerebral (baixo Qi), deficiência na glândula pineal (responsável pela produção do hormônio melatonina), deficiência na glândula tireóide, câncer nos ossos, alergias, problemas renais etc..

Segundo a FAN, exitem métodos mais eficientes de prevenir a cárie dentária e que causaria menos riscos a população em geral como o uso das pastas de dente (quem tem dinheiro compra, os mais pobres o governo é obrigado a fornecer). Eles alegam que 99% da água que sai da torneira é desperdiçada lavando a louça, o carro e nas privadas e por isso o flúor seria insignificante para a proteção dos dentes.

Nos Estados Unidos os níveis de flúor na água eram de 1,2 miligramas por litro e recentemente o governo reduziu este número para 0.7 miligramas por litro devido ao grande número de casos de fluorose dentária (2 em cada 5 crianças apresentavam o problema). Atualmente no Brasil os níveis recomendados ( relação direta com as médias de temperatura) são os vistos no quadro abaixo:

O grande questionamento é: os níveis de fluoretação das águas no Brasil estão sendo respeitados? Quem fiscaliza estas aplicações? As pessoas estão tendo uma superexposição ao flúor (pasta de dente + água de abastecimento) ou subexposição?

Como dentista, não tenho como me opor aos benefícios (comprovados) do flúor para a saúde bucal. O que me preocupa é que em nosso país muita coisa é feita sem fiscalização. Certa vez, visitei uma estação de tratamento de água para um trabalho de faculdade. Existia um aparelho que automaticamente regulava a liberação do flúor mas o funcionário não demonstrava o menor conhecimento do que significavam os números ou do flúor em sí.

Não tenho dúvidas de que isto ocorra em outros lugares do Brasil. É difícil querer relacionar os casos de fluorose dos Estados Unidos com o Brasil pois as temperaturas e consequentemente os limítes de flúor são diferentes e o acesso a água de abastecimento também, mas é muito importante que o flúor deixe de ser visto com desconfiança. É papel das autoridades ter a responsabilidade de zelar pela saúde da população garantindo níveis seguros e efetivos do flúor na água.

 

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5 Resultados

  1. Ana Tokus disse:

    Já tinha lido um artigo a respeito. É um ponto de vista a se considerar, mas realmente, como dentista, não dá pra fechar os olhos para os benefícios da água fluoretada.

    A ideia de que “o flúor [da água de abastecimento] é insignificante para a proteção dos dentes” porque a maior parte dela vai pro ralo é um absurdo. Nosense.

  2. Margareth Pandolfi disse:

    Desculpem-me por que publicar uma matéria tão primária e cheia de equívocos em termos cientifico, diante de um assunto tão importante.
    Margareth Pandolfi
    Vitória (ES)

  3. Frank Botega disse:

    Margareth, nós do odontoBLOGia somos totalmente favoráveis a utilização do flúor na água de abastecimento. Apenas estamos noticiando que nos EUA existe um movimento FORTE para que a fluoretação acabe. Pelo visto a senhora tem profunda dificuldade para interpretar um texto. Abraço!

  4. Eduardo disse:

    Interessante a máteria. Realmente a eficácia do fluor é de uso tópico e não quando ingerido. Seria como estar com uma ferida na boca e beber Merthiolate. Infelizmente a maioria dos profissionais da área pararam no tempo quanto aos estudos do flúor e sua atuação. Parabéns pelo artigo!

  5. Margareth Pandolfi disse:

    Desculpe-me, mas quando afirmo que ha equivoco cientifico, nao e porque sou a favor ou contra. Se fosse por opcao nao fluoretaria água de abastecimento nunca. Sei bem que esse nao e o meio de melhor evidencia de efeito.
    Ressalto que os equívocos científicos ocorreram por ocasião do segundo parágrafo. Mesmo que nao tenha sido de autoria da OdontoBLOGia nao ha evidencias de tais efeitos.
    Considerando o Blog um veiculo de divulgação social e cientifica e de promoção da odontologia e preciso aproveitar e informar a desenvolver senso critico.

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