Amálgama dental: a “obturação escura”

O que é amálgama dental?

O amálgama dental é um material odontológico para restauração direta, que está no mercado mundial há mais de um século. No Brasil, muitos pacientes possuem este tipo de restauração em seus dentes. É popularmente chamada de “obturação escura” ou “obturação de prata”. Além disso, a estética é o grande fator que incomoda os pacientes no uso desse material.

amálgama dental

Dentes com restaurações de amálgama

Vantagens:

As principais vantagens das restaurações de amálgama dental são sua comprovada eficácia, resistência, integridade marginal e durabilidade para restaurações oclusais e ocluso-proximais.

Desvantagens:

Como desvantagens podemos citar por exemplo: sua coloração cinza metálica, necessidade de preparos retentivos que requerem mais desgaste dos dentes e utilização do mercúrio em sua composição.

Como a restauração de amálgama dental é aplicada afinal?

Vídeo bem resumido sobre a forma como uma restauração desse tipo é realizada:

Elementos químicos:

  • Prata: aumenta a resistência mecânica, diminui a oxidação, aumenta a expansão de presa e dessa forma diminui o escoamento;
  • Estanho: reduz a resistência e dureza, diminui a expansão, aumenta o tempo de presa e assim aumentando o escoamento;
  • Cobre: substitui parcialmente a prata, aumenta a expansão, aumenta a dureza e resistência e diminui o escoamento;
  • Zinco: agente oxidante durante a fusão dos elementos. Pode causar expansão tardia;

Classificações:

Quanto ao tamanho das partículas:

  • Partículas regulares;
  • Partículas finas;
  • Partículas micro finas;

Quanto ao tipo de liga:

  • Ligas convencionais ou de baixo teor de cobre;
  • Ligas com alto teor de cobre;

Quais as indicações:

As restaurações de amálgama dental são então indicadas nos seguintes casos:

  • Restaurações de dentes posteriores (cavidades classe I e II);

Principais causas de falhas das restaurações de amálgama dental:

  • Fratura do dente: preparo incorreto, material não indicado para o caso ou expansão tardia;
  • Fratura do corpo da restauração: Grande destruição coronária, cargas mastigatórias extensas, profundidade cavitária insuficiente. Contorno cavitário incorreto, proporcionamento incorreto de limalha e mercúrio, trituração inadequada, condensação insuficiente, condensação exagerada, escultura exagerada, escultura incorreta ou idade da restauração;
  • Fratura das margens da restauração: Preparo incorreto, brunidura acentuada, escultura incorreta, polimento exagerado, limalhas convencionais ou excesso de mercúrio;
  • Descolamento da restauração: Preparo incorreto, forramento em excesso ou condensação insuficiente;
  • Falhas na porção gengival: Preparo incorreto, isolamento absoluto mal realizado, excesso de material forrador, matriz mal adaptada condensação falha ou escoamento;

Toxicidade do Mercúrio:

A maior polêmica relacionada as restaurações de amálgama é quanto ao uso do mercúrio. De fato, ele pode ser liberado em forma de vapor, durante o ato de colocação ou de remoção da restauração. É necessário minimizar com uso do isolamento absoluto, refrigeração e sucção dos restos do material por exemplo a sua liberação.

Em muitos países sua utilização é proibida. No Brasil, por exemplo,  à partir de 2019 somente a forma encapsulada do produto poderá ser comercializada.

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