Ionômero de Vidro

O que é ionômero de vidro?

O cimento de ionômero de vidro foi desenvolvido por Wilson e Kent nos anos 70 como uma evolução dos cimentos de silicato e policarboxilato de zinco, associando as características positivas dos dois materiais.

Características do cimento de ionômero de vidro:

As principais características do cimento de ionômero de vidro são: Adesividade à estrutura dental (maior em esmalte) pela reação de quelação ao cálcio, liberação de íons flúor (maior no período de geleificação) contribuindo para o controle da cárie dentária e remineralização do esmalte, capacidade de se recarregar através de outras fontes de flúor, coeficiente de expansão térmico semelhante ao dente e biocompatibilidade.

Ao misturar-se o líquido ao pó ocorre a reação de presa do tipo ácido-base formando um sal de hidrogel, que atua como matriz de ligação. Ocorre um efeito de quelação com o cálcio e a superfície exposta da estrutura dental tendo assim a adesão.

Tipos de ionômero de vidro:



  • TIPO I: São utilizados para cimentação (maior escoamento);Ionômero de Vidro para cimentação
  • TIPO II: Indicados para restaurações principalmente em regiões cervicais que sofreram abrasão / erosão / abfração e cárie. Em cavidades tipo classe III e selantes invasivos e não invasivos. Restaurações tipo classe II não são recomendadas.
  • TIPO III: Indicados para forramento / base de restaurações de amálgama ou resina composta.
  • TIPO IV: Confecção de núcleos.
  • Ionômero de vidro modificado por resina: Também conhecidos como ionômeros híbridos. Possuem uma reação ácido-base e fotoativação de sua porção resinosa. São indicados para forramento, restaurações, selantes e confecção de núcleos.

Propriedades do ionômero de vidro:

Para uma adesão adequada do ionômero de vidro, é necessário que a estrutura dental esteja preparada com um condicionamento por ácido poliacrílico a 25% por 15 a 30 segundos, nos quimicamente ativados. Nos modificados por resina, deve ser utilizado um primer específico fornecido pelo fabricante.

Durante o processo de geleificação do ionômero, o material deve ser protegido com vernizes, vaselina ou adesivos para não sofrer com o processo de sinérese e embebição (perdem e ganham água para o meio) diminuindo sua resistência.

7 Comentários

  1. priscila souza 24/09/2013
  2. Fernanda 20/02/2014
  3. washington azevedo 05/03/2014
  4. Douglas Caldeira 13/04/2014
  5. Isabella Serafim 19/05/2014
  6. nelci carvalho 08/07/2015
  7. Aiton 13/07/2015

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