Materiais de moldagem – Alginato

Alginato

O material de moldagem alginato foi desenvolvido a partir da observação de um químico escocês sobre algas marrons. Então estas algas produziam um extrato mucoso que foi chamada de algin. Depois de vários estudos químicos, esta substância foi sendo aprimorada ate chagarmos ao pó de alginato utilizado atualmente.

Dessa forma é correto denominar o alginato como um hidrocolóide irreversível pois ocorre uma reação química onde o material não pode reverter ao seu estado inicial (pré-presa), que é o pó. A reação química pode ser chamada então de processo de geleificação. Assim, se você ama química e quer se aprofundar no assunto recomento ler um dos livros que estão nas referências no fim do texto.

Basicamente o alginato é constituído então por:

ComponenteFunçãoPeso percentual
Alginato de PotássioAlginato solúvel15
Sulfato de CálcioReator16
Óxido de ZincoPartículas de Carga4
Fluoreto de potássio titânioAcelerador3
Terra diatomáceaPartículas de carga60
Fosfáto de sódioReator2

 

O armazenamento do produto deve ser feito com muita atenção. A temperatura e a umidade por exemplo são os dois principais fatores que afetam a vida útil dos alginatos.

Muitos dentistas tentam alterar o tempo de presa do alginato modificando a proporção água/pó ou o tempo da espatulação por exemplo. Só que não seguindo as recomendações do fabricante a resistência à ruptura ou à elasticidade diminuem podendo levar a perda do molde ou a um modelo deficiente.

Por isso se você deseja acelerar a geleificação ou presa do alginato é mais seguro alterar a temperatura da água, deixando ela mais quente. Assim é claro que se seu consultório é em um lugar onde a temperatura já é alta não existe a necessidade de aquecer a água. Muitas vezes é preciso resfriar a espátula de manipulação ou o gral por exemplo.

Algumas marcas comerciais:

Alginato Hydrogum




Causas mais comuns para a repetição de moldagens em alginato, por exemplo:

 Efeito

Causas

Material Granuloso

a)      Espatulação inadequada

b)      Espatulação prolongada

c)       Geleificação deficiente, bem como…

d)      Relação água:pó muito baixa

Rasgamento

a)      Espessura inadequada

b)      Contaminação pela umidade

c)       Remoção prematura da boca



d)      Espatulação prolongada

Bolhas de ar

a)      Geleificação inadequada, então prevenindo o escoamento

b)      Incorporação de ar durante a espatulação

Poros com forma irregular

a)      Umidade ou debris nos tecidos

Modelo de gesso rugoso ou então pulverulento

a)      Limpeza inadequada do molde

b)      Excesso de água deixado no molde

c)       Remoção prematura do modelo

d)      Modelo de gesso deixado muito tempo em contato com o material

e)      Manipulação inadequada do gesso

Distorção

a)     O molde não foi então vazado imediatamente

b)      Movimento da moldeira durante a fase de presa

c)       Remoção prematura da boca

d)      Remoção indevida da boca

e)      Moldeira deixada então por muito tempo na boca

Referências:

Anusavice KJ, Phillips: Materiais Dentários. 10 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,. 1998. 412p.

10 Comentários

  1. Leo Augusto 20 de agosto de 2010
  2. Thaís Duque 20 de agosto de 2010
  3. Thaís Duque 20 de agosto de 2010
  4. particulares de merda 20 de outubro de 2010
  5. vergonha!! 13 de setembro de 2011
  6. Thays Santiago 19 de agosto de 2012
  7. kelly 13 de setembro de 2012
  8. Luuh 1 de dezembro de 2012
  9. JOSÉ CARLOS LAMOUCHE 26 de Abril de 2014
  10. silvia leme 8 de Maio de 2014

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